Colares de Âmbar Aliviam Mesmo as Dores dos Pequenos? Pesquisa diz a Verdade

Querido entre muitos pais, o colar de âmbar é vendido como calmante natural, antiinflamatório e analgésico. Famosas como Isis Valverde, Karina Bacchi e Gisele Bündchen também são adeptas ao objeto, que é feito de resina vegetal fossilizada da região báltica.

A alta concentração de ácido succínio promete atuar sobre cólicas, instabilidade no sono infantil, alergias e incômodos durante o nascimento dos dentes.

Porém, uma pesquisa jogou um balde de água fria nessas crenças. A publicação da revista Altern Complement Med não encontrou evidências que sugiram que o ácido succínico possa ser liberado dos grânulos para a pele humana.

Além disso, os pesquisadores Michael Nissen, Esther Lau, Peter Cabot e Kathryn Steadman também não encontraram evidências de que o ácido tenha propriedades antiinflamatórias.

Mãe de oito filhos, doula educadora e parteira Laura Muller acredita nas promessas tranquilas do colar que recebeu de presente. Ele usou o enfeite em sua segunda filha, Margot, 5, a partir do terceiro mês.

Ela diz que acredita nos “efeitos visíveis” do colar, mas “Margot mora no peito, aninhada nos joelhos ou na tipoia”, lembra o empresário digital.

“Nunca foi o colar, foi sempre o meu colar”, percebeu Laura, que até divulgou a pesquisa em suas redes sociais.

“Cometemos um erro ao tentar corrigi-lo. Desespero e exaustão fazem isso conosco ”, disse ele.

“Eles falam muito sobre cólica ou dor de dente, mas esquecem que pulos e crescimentos repentinos também afetam o sono e o comportamento do bebê. É sempre mais fácil associar essa mudança a algo errado do que a um processo natural e fisiológico que se resolve sozinho ”, disse doula, que criticou o mercado de soluções rápidas para as famílias.

A mãe de Pedro, 1 ano, Christine Dias, 31, atribui o colar ao fato de seu bebê ser calmo e não apresentar cólica ou dor de dente. Seu bebê tem apenas problemas leves para dormir, mas não tem febre ou diarreia, o que é comum em bebês nesta fase.

“Não sei se é âmbar, não posso provar que é ele, mas vou continuar usando”, disse a mãe.

POSSÍVEIS RISCOS

Em 2019, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta sobre o risco que colares, pulseiras ou tornozeleiras representam para bebês e crianças.

Na literatura, os riscos apontados são morte por estrangulamento e asfixia.

Embora os pais ainda desejem usar joias, os pediatras não recomendam usá-las sem supervisão, à noite ou quando as crianças estão sentadas no banco de trás de um carro sem um adulto por perto.

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