Quer Desmamar seu Filho? Veja Qual a Melhor Forma de Fazer Isto e Qual o Melhor Momento

Assim como sentar, caminhar, correr ou falar, o desmame deve ser visto como um processo, não um evento.

Com base neste princípio, nenhuma criança pode andar ou falar até que esteja pronta e não deve ser desmamada até que esteja madura.

A literatura não especifica uma determinada idade, mas indica maturidade quando a criança aceita outras formas de conforto, evita ser amamentada em certas ocasiões, consegue dormir fora do útero materno e prefere outras atividades que não a amamentação. Além disso, ele não se preocupa quando a mama é rejeitada e faz uma alimentação variada.

Esperar por sinais de abstinência nem sempre é fácil para todas as mulheres. Alguns bebês acordam mais à noite para mamar ou demoram mais para aceitar o fim da mamada. Existe um cansaço invisível e muitas pessoas antecipam o processo.

A OMS recomenda o aleitamento materno por dois anos ou mais, e se a mãe já atingiu essa fase da vida, ela tem motivos de sobra para ser feliz, afinal, em 2020 o Brasil tinha em média apenas 5 dias de aleitamento materno exclusivo.

Infelizmente, ser amamentada exclusivamente por seis meses e continuar amamentando até os dois anos de idade continua sendo um privilégio em nosso país.

Os especialistas neste tema orientam o desmame gradativo, num momento de tranquilidade da vida da criança, ou seja, sem enfrentar outras mudanças drásticas, como o início da vida escolar, a chegada de um irmão ou irmã ou a saída de um filho. É preciso paciência, pois o desmame pode ser imprevisível e até doloroso para a mãe e o bebê.

É importante lembrar que, desde o nascimento, a mama é o local de conforto, segurança e descanso do bebê. É claro que é seu maior refúgio, assim como sua fonte de alimentação.

Quando Jean tinha dois anos, a empresária Fabiana decidiu iniciar o processo de desmame. Ele leu muito sobre o assunto, fez um curso de abstinência suave e gradualmente aplicou o que aprendeu em aconselhamento.

“Sou uma grande ativista e ativista da amamentação, quero que seja tranquila e tranquila como tantas histórias que lemos na internet, mas não é tão simples”, disse a mãe.

A única “vitória” neste processo foi conseguir separar o peito do menino do sono, mas pelo resto do dia, inclusive nas primeiras horas da manhã, o menino foi exigente.

“Quando ele me vir, vou correr para o seu peito. Ele é péssimo sempre que está comigo. Na minha opinião, a situação saiu do controle ”, disse.

Fabiana decidiu interromper o fornecimento imediatamente, oito meses após o início do processo. “A bondade voou para o espaço. Acabei por trilhar um caminho que era considerado ruim e foi um processo emocionalmente doloroso que me fez sentir culpada do jeito que estou até hoje ”, disse.

Para Mayara Freire, 30, o desmame não estava no programa, mas Estêvão, de dois anos e sete meses, começa a dar os primeiros sinais de que esta hora está chegando.

Com 5 meses de gravidez, Mayara disse que seus seios pareciam rachados e que também notou uma diminuição na produção de leite.

A criança não mame há três dias e chega a dizer “o bebê agora é um bebê”, referindo-se ao bebê no útero. “Nunca falamos com ele sobre isso. A última vez que o bebê chupou muito rápido, só um abraço antes de adormecer ”, disse a mãe. “Também acredito que o sabor do leite mudou”, comentou.

Segundo a pediatra Kelly Oliveira, Mayara tinha razão. O leite materno pode mudar de sabor e quantidade conforme você engravida.

É possível amamentar na maior parte do tempo durante a gravidez. Esta condição é chamada de lactação.

“O maior cuidado nesses casos é o aspecto nutricional da mãe, que deve ser acompanhado de perto. Quando a gravidez está em risco, o desmame pode ser considerado ”, disse um consultor internacional de lactação do Conselho Internacional de Consultores de Lactação (IBLCE).

Outra forma de fazer isso é a amamentação paralela, em que a mãe amamenta o bebê em diferentes idades. O encaminhamento de um ginecologista-obstetra também é essencial nesses casos.

Kelly não recomenda o desmame durante a noite. “A abstinência repentina pode ter consequências negativas para o bebê, principalmente trauma e má nutrição”.

O guia do terapeuta é fazer arranjos e conversar muito com a criança, aderindo a acordos para que a criança se sinta segura no processo. “Se a mãe decidir desmamar e voltar para casa, o bebê vai ficar confuso, sem saber o que fazer”, explica.

Para as mães, é importante tirar o leite com cuidado, retirando-o quando os seios estiverem mais cheios. Isso evitará problemas como a mastite e interromperá gradualmente a produção de leite pelo corpo.

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